Use Zapier se quer zero curva técnica e pode pagar mais caro no volume. Use Make se quer preço intermediário com um canvas visual poderoso. Use n8n se consegue hospedar e quer liberdade total sem pagar por tarefa. Esses três caminhos funcionam. O erro é escolher pelo hype ao invés de pelo contexto da sua operação.
O que é cada um desses três?
n8n, Zapier e Make resolvem o mesmo problema central: conectar ferramentas que não conversam entre si e automatizar fluxos que hoje dependem de alguém abrindo planilha, copiando dado, colando em outro sistema. A diferença está em como cada um faz isso, quanto custa e o que você precisa saber pra operar.
O Zapier é o líder de mercado, com mais de 7.000 integrações nativas, interface simples de arrastar e conectar, e anos de polimento. Ele foi construído pra pessoa que não tem background técnico nenhum mas quer que o formulário do site crie o lead no CRM automaticamente. O modelo de negócio é simples: você paga por “tasks” executadas por mês, e esse modelo fica caro rápido quando o volume sobe.
O Make (que era Integromat até 2022) tem uma filosofia diferente. O canvas visual dele é mais poderoso, você consegue fazer lógicas mais complexas com loops, iteradores e manipulação de dados em cima de uma interface gráfica. O preço fica no meio do caminho, o plano gratuito é generoso (1.000 operações por mês com execuções a cada 15 minutos), e ele é muito popular entre agências de marketing e automação no Brasil por conta disso. O n8n é open source, pode ser self-hosted numa VPS barata, e o modelo de precificação muda completamente: você paga pela infraestrutura, não por execução. Isso significa que com R$50/mês de servidor você roda volume ilimitado de workflows.
Como n8n, Zapier e Make se comparam em preço, técnica e integrações?
| Critério | Zapier | Make | n8n |
|---|---|---|---|
| Plano gratuito | 100 tasks/mês | 1.000 ops/mês | Self-hosted gratuito |
| Custo ~10K tasks/mês | US$49-73/mês | US$9-16/mês | ~R$50-100/mês (VPS) |
| Custo ~50K tasks/mês | US$299+/mês | US$29-59/mês | ~R$50-100/mês (VPS) |
| Curva técnica | Baixíssima | Baixa/média | Média/alta |
| Integrações nativas | 7.000+ | 1.500+ | 400+ nativos + qualquer API via HTTP |
| Self-hosted | Não | Não | Sim (open source) |
| Lógica complexa | Limitada | Boa | Excelente |
| Comunidade BR | Grande | Média | Crescendo |
| Latência | Cloud (~1-5s) | Cloud (~1-5s) | Self-hosted (<500ms) |
Os valores em dólar viram BRL na hora que bate no cartão. Com câmbio em torno de R$5,60 (junho 2026), US$299/mês do Zapier no volume alto vira quase R$1.700/mês só de ferramenta de automação. Isso dói em PME.
Quando n8n é a escolha certa?
n8n faz sentido quando o volume de execuções é alto e pagar por tarefa não faz sentido econômico. Se a sua operação roda 50.000 triggers por mês (um CRM que processa leads, uma integração de e-commerce, um bot de notificação), o modelo flat de infra do n8n bate o modelo por execução do Zapier e do Make em qualquer cenário.
Também faz sentido quando você precisa de controle total sobre os dados. n8n self-hosted significa que nenhum dado da sua operação passa por servidor de terceiro. Pra algumas indústrias (saúde, jurídico, fintech) isso não é preferência, é exigência. Outro cenário claro: você tem alguém técnico na equipe, mesmo que parcialmente. Não precisa ser dev senior, mas alguém que não treme na hora de acessar um terminal e configurar uma VPS. A curva é real.
O ecossistema de nodes do n8n cresceu bastante em 2025/2026, especialmente pra integrações com ferramentas de IA. Se você usa Claude, GPT, Gemini ou qualquer modelo via API no meio de um fluxo, o n8n tem nodes nativos pra isso e o controle do prompt fica dentro do workflow. Eu uso n8n exatamente por isso: workflows de IA que processam volume não podem ter custo por execução.
Quando Zapier faz sentido pra PME brasileira?
Zapier faz sentido quando o volume é baixo, a equipe é não-técnica e você precisa de integração com algo muito específico agora. Com 7.000+ apps disponíveis, a chance de o Zapier já ter o conector pronto pra ferramenta nicho que você usa é maior do que em qualquer concorrente. Isso poupa tempo de configuração.
Se você está começando com automação, a curva zero do Zapier permite mostrar resultado em horas. Conectar HubSpot com Slack com Google Sheets leva 20 minutos no Zapier. No n8n, a mesma coisa pode levar algumas horas na primeira vez. A produtividade de curto prazo do Zapier é real, e pra muita PME isso é o que importa.
O problema aparece no médio prazo. Quando o volume sobe, ou quando você começa a construir lógicas mais sofisticadas, o Zapier começa a travar. Ele não tem equivalente ao canvas visual do Make nem a flexibilidade de código do n8n. Você pode precisar reescrever automações em outro tool depois. Então: Zapier como entrada, com plano de migração se o volume crescer muito, é uma estratégia razoável.
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Fazer o mapeamentoQuando Make ganha o argumento?
Make tem o melhor custo-benefício pra automações visuais complexas de volume médio. O canvas dele permite construir fluxos com ramificações, loops e transformação de dados de uma forma que o Zapier simplesmente não consegue replicar, mas sem exigir que você saiba configurar servidor.
Agências de marketing digital brasileiras adotaram Make como padrão por um motivo específico: o plano de R$45-90/mês (dependendo do volume) aguenta workloads que no Zapier custariam R$500+. Pra quem gerencia múltiplos clientes com fluxos de automação parecidos, faz diferença enorme. Se você usa muito Google Workspace, Airtable, Notion ou ferramentas de agência (Asana, Monday, ActiveCampaign), o Make tem integrações bem polidas pra esses ecossistemas.
O limite do Make aparece quando você quer flexibilidade de código ou volume muito alto. Ele não é self-hosted, então você ainda paga por operação. E embora o canvas seja poderoso, fluxos muito complexos ficam difíceis de debugar visualmente. Para casos de uso onde n8n com um node de JavaScript resolve em 10 linhas, no Make você vai empilhar módulos pra chegar no mesmo resultado.
O que eu uso e por quê
Uso n8n e Make juntos, dependendo do caso de uso.
O n8n roda numa VPS da Hostinger (a mesma que hospeda outros serviços da Expert Integrado), custa em torno de R$80/mês de infra total e processa os workflows de maior volume e maior sensibilidade de dados. Integração com Claude via API, processamento de leads do Pipedrive, automações de notificação interna, workflows que manipulam dados dos alunos. Qualquer coisa que passa por dado sensível ou que executa centenas de vezes por dia vai pro n8n.
O Make entra nos fluxos visuais que precisam de iteração rápida ou que a equipe precisa conseguir ajustar sem me chamar. Automações de marketing, integração entre plataformas de evento e Google Sheets, fluxos de onboarding de cliente que mudam com frequência. A interface visual do Make permite que alguém sem background técnico entenda o que está acontecendo e faça ajuste pontual. Isso tem valor operacional real.
Não uso Zapier mais. Usei bastante em 2022-2023, migrei a maior parte pro Make e o resto pro n8n quando o volume ficou sério. O custo não fechava mais.
FAQ
Posso hospedar o n8n em qualquer VPS?
Sim. O n8n roda em qualquer servidor com Docker ou Node.js. VPS da Hostinger, Digital Ocean, Railway, Render, qualquer um funciona. A configuração mínima recomendada é 1 vCPU e 1GB de RAM pra uso leve, 2GB pra workflows com mais concorrência. Existe também o n8n Cloud (opção gerenciada deles) se você não quer gerenciar servidor, mas aí o modelo de preço muda e fica mais parecido com Make.
Qual é o mais barato pra PME brasileira que tem volume alto?
Para volume acima de 20.000 tasks/mês, n8n self-hosted é disparado o mais barato. Uma VPS decente custa R$60-120/mês independente do volume. O Make fica em segundo lugar: o plano de US$29/mês aguenta até 150.000 operações. O Zapier a partir de 10.000 tasks já custa US$49/mês e sobe rápido. A conta muda se você tem volume baixo: com menos de 2.000 operações por mês, o plano gratuito do Make ou do Zapier pode resolver sem custo nenhum.
n8n integra com Pipedrive?
Sim, tem node nativo no n8n pra Pipedrive. Você consegue criar, atualizar e buscar deals, pessoas e organizações, além de assinar webhooks do Pipedrive pra disparar workflows quando um deal muda de etapa, por exemplo. O Make também tem integração nativa com Pipedrive bem polida. O Zapier igualmente. Os três funcionam, a diferença está no custo e na flexibilidade do que você consegue fazer depois que o dado chega.
Preciso saber programar pra usar n8n?
Não precisa, mas ajuda muito. Você consegue montar workflows básicos de integração sem código usando os nodes visuais do n8n. Mas quando você precisa transformar dados, fazer lógica condicional mais sofisticada ou debugar um erro, saber pelo menos JavaScript muda o nível do que você consegue construir. Se a equipe não tem ninguém técnico, Make provavelmente é a escolha mais sustentável.
Qual dos três tem mais integrações com ferramentas brasileiras?
Zapier lidera em quantidade bruta de integrações, mas ferramentas brasileiras específicas (Omie, Conta Azul, RD Station, Tiny, VTEX) têm suporte variável nos três. RD Station tem node nativo no n8n e Make, e conector no Zapier. Omie e Conta Azul geralmente precisam de integração via HTTP/webhook nos três, porque a API existe mas o conector pronto é mais escasso. Vale verificar a lista de conectores de cada plataforma pra ferramenta específica que você usa antes de decidir.
Posso começar no Zapier e migrar depois pro n8n?
Dá, mas não é trivial. Os workflows não exportam de um formato pro outro automaticamente. Na prática, você reconstrói do zero no n8n. Se a perspectiva de migração é real, vale começar já documentando a lógica de cada Zap com clareza. Algumas empresas fazem migração gradual: novos workflows vão pro n8n enquanto os antigos ficam no Zapier até precisar de ajuste. A decisão de migrar faz mais sentido quando o custo mensal do Zapier ultrapassa o custo de dedicar tempo de uma pessoa técnica pra reescrever os workflows.
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