Due diligence de consultoria de IA é levar 10 perguntas concretas pra reunião de proposta antes de assinar: quem implanta, o que acontece quando quebra, quem é dono dos dados, se existe cliente do seu porte pra confirmar, qual garantia cobre o quê, como mede resultado, o que fica fora do escopo, quanto do seu time precisa se envolver, o que acontece no fim do contrato e por que não fazer isso internamente. Abaixo, as respostas da própria Expert Integrado pra cada uma, inclusive onde a resposta incomoda.
A maioria das reuniões de venda de IA é construída pra vc não fazer essas perguntas. O discurso foca em case bonito, e a due diligence de verdade fica pra depois de assinado, quando já é tarde. Essa lista inverte a ordem: pergunta antes, assina depois.
Quem vai implantar meu projeto de IA: o sócio que vendeu ou um júnior que eu nunca vi?
Deveria ser sócio ou profissional sênior, não júnior sozinho: é quem desenha a arquitetura que decide se o projeto funciona. Pergunte por nome quem vai desenhar o fluxo, não só quem apresenta a proposta. Pq o que decide se um agente funciona não é escrever prompt, é julgamento sobre o que automatizar primeiro, e isso vem de repetição em contextos diferentes, não de curso de fim de semana.
Aqui na Expert, quem senta na call de diagnóstico e desenha o fluxo é sócio ou pessoa sênior. Depois, gente mais júnior sobe a implementação em cima desse desenho, mas a decisão de prioridade não sai de quem nunca fez isso antes.
O que acontece quando o sistema de IA quebrar numa sexta às 18h?
Fora do horário comercial, a resposta não é instantânea: é dentro do prazo de SLA combinado em contrato, não da promessa verbal de “a gente resolve rápido”. Peça esse SLA por escrito antes de assinar. Imagine, hipoteticamente, uma farmácia com atendimento automatizado no WhatsApp que trava numa sexta à noite: sem SLA definido, tipo bug crítico resolvido em algumas horas úteis, o cliente fica sem saber quando volta.
Fornecedor que promete suporte 24h sem cobrar por isso normalmente não sustenta a promessa depois do sexto mês.
Quem é dono do fluxo, do prompt e dos dados que o agente de IA usa?
Deveria ser você, por contrato explícito, sempre. Dado de lead, histórico de conversa, fluxo de automação configurado e prompt customizado nasceram da sua operação, não são propriedade intelectual do fornecedor. Se o contrato não deixa isso escrito, a briga só aparece na hora de sair, exatamente quando você tem menos poder de negociação.
Peça pra ver a cláusula de propriedade de dados antes de assinar, não depois. Se o fornecedor guarda a lógica do fluxo numa caixa preta que só ele entende, sair custa caro mesmo sem multa nenhuma no papel.
Quer levar essas 10 perguntas pra sua próxima reunião de proposta?
No diagnóstico gratuito a gente responde as 10 perguntas antes de você decidir qualquer coisa, sem enrolação.
Quero fazer o diagnóstico gratuitoVocês têm cliente do meu porte e do meu setor pra eu ligar e perguntar?
Pergunte, e desconfie de fornecedor que empurra só depoimento em vídeo editado. Aqui a resposta às vezes empaca: nem toda referência pode ser dada por acordo de confidencialidade, ou porque o cliente prefere não aparecer, e isso é normal.
O que não é normal é fornecedor que nunca conseguiu te colocar em contato com ninguém, nem anonimizado. Se já implantou o mesmo tipo de projeto em setores parecidos, referência de algum tipo deve existir, mesmo que peça sigilo.
Qual é a garantia da consultoria de IA, e o que ela cobre de verdade?
Desconfie de quem garante faturamento por escrito: venda depende de preço, concorrência e execução do seu time, variáveis que nenhum fornecedor controla. O que dá pra garantir é prazo de implantação, SLA de suporte, critério de aceite escrito e, no máximo, uma economia de tempo condicional.
A garantia que a Expert Integrado assina é essa: se o processo combinado for seguido, o agente libera pelo menos 1h/dia de quem hoje faz aquele trabalho manualmente. Condicional porque depende do processo estar mapeado e do time usar o sistema como configurado, não é enrolação contratual.
Como a consultoria mede se o projeto de IA deu certo?
A métrica certa costuma ser direta e definida antes do projeto começar: tempo liberado por semana, taxa de resposta no WhatsApp, volume de lead qualificado, não uma promessa genérica de faturamento. Pergunte qual métrica vira o critério de sucesso antes de assinar. Dados de 2024 da McKinsey mostram que 79% das empresas que usaram IA generativa relataram algum benefício, mas só 30% conseguiram quantificar isso em reais, porque isolar o efeito da IA dentro do faturamento total é difícil até pra empresa grande com equipe de dados.
Fornecedor que só promete “vai vender mais” sem citar métrica intermediária está evitando a pergunta.
O que NÃO está no escopo do contrato de IA (e vira orçamento extra depois)?
Peça a lista negativa, não só a positiva. Integração com sistema novo contratado depois, treinamento de colaborador que entrar na função meses depois, ou mudança grande de processo normalmente ficam fora do valor combinado no início.
A maioria dos atritos de contrato de IA nasce daqui: cliente acha que “manutenção” cobre qualquer ajuste futuro, fornecedor entende que só cobre o que já foi configurado. Escrever o que fica fora do escopo evita a frase “isso não estava no contrato” seis meses depois.
Quanto do meu time precisa se envolver pra um projeto de IA funcionar?
Mais do que a maioria espera na hora de assinar. Mesmo com consultoria implantando tudo, alguém de dentro precisa acompanhar de perto, o “campeão interno”, com pelo menos 20% da semana protegido nos primeiros meses pra entender a lógica e fazer ajuste simples.
Projeto que promete zero envolvimento do seu time costuma desalinhar da operação real em poucos meses, porque ninguém de dentro está acompanhando quando o processo muda.
O que acontece no fim do contrato de consultoria de IA: eu fico refém?
Depende da cláusula de transição assistida existir ou não. Se o contrato termina, o fornecedor deveria exportar seus dados e documentar o fluxo o suficiente pra outro fornecedor, ou seu time interno, assumir sem recomeçar do zero. Fidelidade de 12 meses é o que a gente mais vê no mercado quando o setup é pesado, mas fidelidade sem saída por não-entrega transfere todo o risco pra você.
Pergunte especificamente: “se eu sair, eu levo o quê comigo?”. Se a resposta for vaga, a dependência que você está comprando não é do produto, é do fornecedor não te deixar ir embora fácil.
Por que eu não deveria simplesmente montar isso internamente?
Sendo bem sincero, às vezes você deveria. Um profissional interno que domina IA aplicada custa, em estimativa conservadora, na faixa de R$8-18 mil por mês fixo, fora recrutamento e um ramp-up de 3 a 6 meses até produzir de verdade. Contra isso, um projeto como o Super SDR tem setup de R$8-15 mil (pago uma vez) e infraestrutura de R$550-650/mês depois de rodando.
Se sua empresa tem volume de automação constante o suficiente pra justificar uma vaga full-time, montar interno pode compensar no longo prazo. Se é um projeto pontual com urgência agora, esperar 4 a 6 meses pra formar alguém é custo que não aparece na planilha, mas aparece no caixa. O modelo que mais funciona na prática, na maioria dos casos que a gente vê em PME, é híbrido: consultoria implanta rápido, alguém de dentro assume a manutenção depois.
FAQ
Due diligence de consultoria de IA é só necessária pra empresa grande?
Não, é mais crítica ainda pra PME, porque a margem de erro é menor. Empresa grande absorve um projeto de IA que não deu certo dentro do orçamento geral; PME sente esse dinheiro no caixa do mês seguinte. Levar as 10 perguntas pra reunião de proposta custa uma hora de conversa e evita meses de contrato mal desenhado. Quanto menor a empresa, mais essencial é perguntar antes de assinar, não depois que o problema já apareceu.
Fornecedor que não responde a alguma dessas perguntas é sempre red flag?
Não sempre, mas quase. Algumas respostas legitimamente variam (“depende do escopo”, “vamos definir no diagnóstico”), e isso é normal quando o projeto ainda não foi mapeado. O que é red flag é fornecedor que enrola, muda de assunto ou fica na defensiva quando você pergunta sobre garantia, escopo ou referência de cliente. Fornecedor confiante no que entrega costuma responder direto, mesmo quando a resposta não é a mais vendável.
Quanto tempo leva pra fazer due diligence de um fornecedor de IA antes de assinar?
Normalmente uma ou duas reuniões, se você já chegar com a lista de perguntas pronta. A primeira reunião costuma ser a apresentação da proposta; a segunda, focada só nas perguntas de due diligence (garantia, escopo, SLA, referência), separa quem sabe defender o próprio contrato de quem só sabe vender. Não assine na primeira reunião só porque a apresentação foi boa.
O que é cláusula de saída por não-entrega e por que ela entra na due diligence?
É a cláusula que permite encerrar o contrato sem multa se o fornecedor não cumprir o critério de aceite combinado dentro do prazo. Ela entra na due diligence porque separa fidelidade justa (que dilui um setup pesado) de fidelidade armadilha (que existe só pra reter cliente insatisfeito). Se o fornecedor recusa essa cláusula, pergunte o motivo antes de assinar qualquer prazo de permanência.
A Expert Integrado responde essas 10 perguntas na reunião de diagnóstico?
Sim, e de propósito antes de qualquer proposta de valor ser apresentada. A lógica é simples: cliente que entende a garantia, o escopo e o que fica de fora decide com mais segurança, e decide mais rápido porque não fica com dúvida guardada pra depois. Fornecedor que evita essas perguntas na fase de diagnóstico geralmente não quer que você compare a proposta dele com a de outro.
Essas 10 perguntas servem pra avaliar qualquer fornecedor de tecnologia, não só de IA?
Boa parte sim. Garantia real, escopo fechado, propriedade de dados e cláusula de saída são princípios de qualquer contrato de serviço técnico recorrente, não exclusividade de projeto de IA. O que muda em IA é a pergunta sobre como medir resultado, porque o benefício às vezes aparece em tempo liberado ou qualidade de atendimento antes de aparecer em faturamento, e isso confunde quem está acostumado a medir só venda fechada.
Antes da próxima reunião de proposta, imprime essas 10 perguntas ou deixa aberta no celular. Fornecedor que trava em mais de duas delas está te dizendo, sem precisar dizer, que a garantia que ele vende na conversa não é a mesma que ele coloca no papel.
Quer liderar a virada de IA na sua empresa?
No mapeamento gratuito a gente olha sua operação e define onde a IA entra primeiro, sem quebrar o que já funciona.
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